terça-feira, 14 de agosto de 2018

Amantes do Trem, imperdível!!!



Passeio com a Mallet 204 da ABPF-SC dia 18 de agosto de 2018. 

Lages - Capão Alto 

Nosso lugar já estã garantido! 

Mais informações no Blog da Darius Turismo: https://dariusturismo.blogspot.com/ 



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Entidades defendem que nova ferrovia em SC passe pelo Vale do Itajaí

Projeto apresentado pela Valec deixa a região de fora do traçado. Novos estudos serão discutidos nesta sexta em Rio do Sul
A greve dos caminhoneiros há um mês atrás expôs a dependência das rodovias no Brasil e levantou, novamente, a importância das ferrovias para o escoamento de cargas pelos estados. Com a Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) desativada há quase 50 anos, o Vale do Itajaí é uma das várias regiões que dependem exclusivamente dos caminhões e de estradas como a BR-470 para movimentar a produção. Em uma discussão, que já dura vários anos, o corredor ferroviário de Santa Catarina é uma opção esperada, mas corre o risco de não passar pela região.

O traçado da ferrovia que vai ligar Dionísio Cerqueira a Itajaí é discutido desde 2014, e desde então é alvo de uma disputa política. Na última apresentação feita pela Valec (estatal responsável pelas ferrovias brasileiras) em Santa Catarina, no mês de abril deste ano, foram exibidos estudos sobre os traçados possíveis e a opção principal, por enquanto, não beneficiaria o Vale do Itajaí e nem o Norte do Estado. Denominada de "ligação Y", a rota da ferrovia sairia do Oeste e seguiria pela Serra em direção ao sul, sem passagem pelo Vale, e com uma bifurcação em Alfredo Wagner, onde uma linha seguiria em direção a Tijucas e outra até Imbituba (confira no mapa). No litoral, então, um novo trecho Norte-Sul faria a ligação entre os portos até Itapoá.

O projeto orçado em cerca de R$ 16,1 bilhões é criticado por entidades empresariais e associações do Vale do Itajaí, que defendem a necessidade de trilhos de trem na região. Novos estudos foram solicitados e devem ser apresentados hoje à tarde em Rio do Sul, em reunião marcada entre a Valec e associações empresariais e de municípios do Vale.

– O traçado ainda não foi decidido, mas o projeto inicial deixaria o Vale do Itajaí sem ferrovia. Vamos defender que a carga para a região é muito maior, e como não temos a BR-470 duplicada, não tem hidrovia, temos que lutar por um trecho da ferrovia – destaca Eduardo Schroeder, diretor institucional da Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs).

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Por Jornal de Santa Catarina

domingo, 13 de março de 2016

Havia trem aqui

13/03 - Lucas Paraizo / Jornal de Santa Catarina


Francisca Tobias sorri quando lembra do trem. O apito da Maria Fumaça é como poesia e traz lembranças de uma época de vida mais simples em que esta era a maneira mais rápida e barata de se deslocar entre as cidades do Vale do Itajaí. Era também o sinal do progresso, da economia caminhando e um evento à parte, que reunia as crianças no quintal de casa para ver a locomotiva passar.

Dona Francisca, 70 anos, cresceu na localidade da Subida, em Apiúna, e quando criança era nos vagões do trem que viajava diariamente. Hoje ela mora na mesma região, em uma casa ao lado de um dos poucos trilhos remanescentes da sua infância. Mesmo com a Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC), que ligava Itajaí até o Alto Vale, em Agrolândia, desativada e em grande parte abandonada, o trem não é somente uma memória nostálgica para dona Francisca. Ela tem a sorte de ao menos uma vez por mês chamar os filhos, hoje crescidos, para ver uma Maria Fumaça preservada passar nos trilhos em Apiúna, em seu pequeno passeio de 2,5 quilômetros, dos 180 que a estrada já teve.

Há exatos 45 anos o trem da Estrada de Ferro Santa Catarina fazia sua última viagem, no dia 12 de março de 1971, para no dia 13 ser desativado oficialmente em um ponto final da história que durou mais de 60 anos. Inaugurada em 1909 num trecho inicial de Blumenau até Ibirama, a EFSC simbolizou a prosperidade econômica da região do Vale, mas encontrou sua decadência em meio ao avanço das rodovias e dos carros e caminhões. A história, no entanto, ainda sobrevive em dois mundos distantes: o dos apaixonados que mantêm viva a esperança de ouvir novamente o som nos trilhos e o do total esquecimento, em resquícios de estruturas abandonadas que compõem a paisagem pela região, apesar de muitas pessoas nem imaginarem que, décadas atrás, um trem passava por ali.

A última estação da EFSC, que tinha como objetivo unir a ferrovia do Vale com a linha de Lages e seguir para o Oeste catarinense, é hoje um sinal desta perdura. É difícil chegar à Estação São João, em Agrolândia, que na década de 1960 era a movimentada parada final do trem. Localizada na área rural do município, a estação é hoje um espaço abandonado e em ruínas no alto de um morro. 
Desativada em 1968, antes do restante da estrada, a parada ainda guarda fragmentos históricos, como o piso de azulejos coloridos de verde e vermelho, tomados pelos sinais do tempo e por pichações que mostram que hoje o local ainda é habitado, mas com objetivos diferentes dos de tempos atrás. Os trilhos já não existem mais – como na maior parte de toda a antiga ferrovia –, foram vendidos ou doados para um museu de Curitiba.

A estação de Agrolândia contrasta profundamente com a parada vizinha. Em Trombudo Central pode-se dizer que as chegadas e partidas da estação de trem foram substituídas pelo aconchego de uma casa. Se em São João o imóvel está desabitado, a parada de Trombudo hoje é morada para o casal Antero e Doralice Cordeiro, ambos de 67 anos. Há 35 eles compraram o terreno e moram na estrutura que antigamente foi a parada da EFSC na cidade. Preservado pelo casal, o local ainda tem sinais dos tempos de estação de trem: o nome “Trombudo Central” nas laterais, a marca da EFSC, as janelas originais e a grade da bilheteria dentro do que hoje é uma casa, além do piso original da estação. Do lado de fora, ao lado da rampa de embarque, ainda é possível ver falhas em forma de trilho no gramado.

– Quando eu tinha sete anos pegava o trem aqui para ir até Ibirama e outras cidades. Era muito bom quando tinha o trem. Nunca imaginei que um dia ia morar aqui – lembra Doralice, apontando a porta de casa, por onde muito tempo atrás ela passava para embarcar num vagão que poderia muito bem se chamar saudade.


Trilhos e pontes contornam a BR-470

Em Rio do Sul, no Alto Vale, é fácil encontrar três construções antigas que  lembram dos tempos em que a ferrovia passava por lá. Em uma, logo no Centro, funciona hoje o Museu Histórico Cultural, enquanto o antigo armazém usado pelos trabalhadores dos trens abriga a sede da Rede Feminina de Combate ao Câncer. Mas a história mais viva está no bairro Bela Aliança, na antiga Estação Ferroviária do Matador. Onde hoje é um centro cultural, segue preservado um trecho do trilho da ferrovia, assim como vagões antigos e detalhes como o sino usado para avisar que o trem estava partindo.

Ao descer o Vale os contornos do trem continuam presentes, seja em forma de pontes de ferro que antes suportavam o peso dos vagões que cruzavam o rio Itajaí-Açu ou em restos de trilhos que aguentaram a ação do tempo. Em Apiúna a estação principal no Centro da cidade foi pintada e hoje guarda da sua função original somente o formato da construção, que agora abriga uma igreja. O mesmo acontece em Blumenau, onde estruturas da época têm novos usos, como a antiga estação Blumenau, na Rua Martin Luther, que hoje é o imóvel de uma veterinária.

– Blumenau tinha potencial para criar um museu com muito da história da EFSC, mas houve um descaso com a memória da ferrovia que serviu a região por 62 anos – avalia o historiador e memorialista da ferrovia Luiz Carlos Henkels.

Um museu neste formato foi criado em Indaial, onde era a estação principal da cidade e que reúne um dos maiores acervos da ferrovia na região. A outra estação do município, no entanto, na região do Warnow, está abandonada.

Na parte mais nova da EFSC, que ia em direção ao litoral, a situação não é diferente. A antiga estação central de Itajaí foi demolida, enquanto a Estação Engenheiro Vereza, no bairro Itaipava, a primeira na cidade, continua viva como um pequeno museu. Logo atrás desta estação mora a dona Maria Rogge, de 73 anos, que nunca andou de trem mas deve muito de sua história aos trilhos da EFSC. Seu marido, Manuel Carlos Rogge, falecido há 28 anos, trabalhou por 33 na estrada de ferro em todas as estações, de Itajaí a Trombudo Central, substituindo profissionais que pegavam férias.

É também na estação do bairro Itaipava que Silvio João Wallner, 50, vizinho da dona Maria, tem memórias da infância. Ele costumava pegar o trem para voltar do Colégio Salesiano, onde estudava, até a Itaipava.

– Não é só nostálgico lembrar do trem, é uma memória muito boa. Pela rapidez, pela segurança. Era muito melhor que carro – lembra Wallner.

O historiador Luiz Carlos Henkels conta que a ferrovia teve importância vital no desenvolvimento econômico do Vale ao levar cargas e passageiros. No auge do funcionamento da linha, mais de 300 pessoas iam diariamente do Alto Vale para Blumenau com o trem, segundo Henkels:
– Nos anos 1970 desativaram a ferrovia por causa da precariedade dela, mas essa precariedade foi motivada pela falta de investimento, já que o foco do governo estava no asfalto. Gradativamente o caminhão tomou o posto do trem.



Maria Fumaça mantém memória viva

Dos 180 quilômetros que a ferrovia percorreu, hoje é possível passar por 2,5 quilômetros dela em uma Maria Fumaça restaurada vinda de Campinas (SP), da sede da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. O trajeto é feito em Apiúna e reacende a memória de turistas e moradores da região da Subida que podem, 45 anos depois, escutar o apito do trem e vê-lo passar. A locomotiva funciona uma vez ao mês, sempre nos domingos. Faz sete viagens por dia, cada uma com duração de cerca de 40 minutos num trajeto dentro de Apiúna, nas redondezas da Usina Hidrelétrica de Salto Pilão. A locomotiva tem capacidade para 108 pessoas e a passagem custa R$ 25 por pessoa.

– Quando começamos a média era de 800 pessoas por domingo. Hoje o número caiu para entre 200 e 300 – diz o historiador Luiz Carlos Henkels, voluntário do grupo.

A Maria Fumaça de Apiúna começou a funcionar em 2010, com investimentos da prefeitura e da Usina, mas precisou ser fechada em 2011 após danos de uma enchente. Em agosto de 2013 a locomotiva voltou a funcionar e opera até hoje com passeios mensais. Neste domingo o grupo fará o passeio especial em comemoração aos 45 anos da última viagem. O próximo está marcado para 10 de abril, com reservas e informações pelo telefone (47) 3644-5077.

Fotografia: Gilmar de Souza e Lucas Correia
Edição: Mariana Furlan
Design e Desenvolvimento: Maiara Santos

domingo, 12 de julho de 2015

Eventos marcam 140 anos da Estrada de Ferro Sorocabana

12/07 - Diário de Sorocaba / Revista Ferroviária


Eventos organizados pela Secretaria da Cultura da Prefeitura marcaram na terça (7) e quarta-feira (8) a passagem do 140º aniversário de inauguração da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, ocorrida a 10 de julho de 1875. Foi exibido o documentário "A Sorocabana: Ferrovia-Cultura" e também aconteceu a abertura da exposição "Imagens da Ferrovia".

Em 10 de julho de 1875 era inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Sorocabana, interligando a cidade por meio dos trilhos, a partir de Ypanema, a São Paulo. A implantação desta ferrovia no Oeste paulista foi de grande importância para o desenvolvimento do interior do País, pois pelos trilhos da Sorocabana, cidades foram fundadas e povoadas; passageiros e produtos eram transportados em seus ramais que foram se expandindo ao longo das décadas. A Estrada de Ferro também foi responsável pela vinda de novos habitantes para Sorocaba, que se mudaram para cá em busca de oportunidades profissionais. Além disto, a Sorocabana contribuiu para o desenvolvimento do comércio e da indústria no Estado de São Paulo.

No documentário "A Sorocabana: Ferrovia-Cultura", produzido por Márcio Schimming Dias Lopes e Tauana Fontão, e viabilizado com recursos da Lei de Incentivo a Cultura (Linc) do Município, o público pode conhecer casos, experiências e o dia a dia de trabalhadores, familiares e pesquisadores da Estrada de Ferro Sorocabana, uma das mais importantes iniciativas ao desenvolvimento do transporte ferroviário no Brasil. Entre os entrevistados, estão o pesquisador Adolfo Frioli e ferroviários aposentados.

A MOSTRA - Já na exposição "Imagens da Ferrovia", os visitantes poderão conferir fotografias, pinturas e desenhos de diversas personalidades conhecidas e anônimas que mostram momentos em que a Sorocabana se fez presente, tanto na memória afetiva da cidade, quanto na história nacional.

Viagem de trem passa por viadutos de 100 anos e cânion em torno de rio

12/07 - G1 / Revista Ferroviária


Uma viagem de trem puramente contemplativa, que leva a vilarejos com poucas centenas de habitantes, começa em uma estação de trem considerada uma das mais bonitas do mundo e passa por uma ferrovia construída há mais de 100 anos que margeia um cânion forjado por um rio. Essa é a descrição mais básica da Taieri Gorge Railway, ferrovia que passa por paisagens que não podem ser acessadas de outra forma na Nova Zelândia, e atrai turistas de todo o mundo.

O passeio mais popular é o que vai de Dunedin, cidade litorânea na ilha sul, famosa por sua universidade, a maior do país, até Pukerangi – com extensão uma ou duas vezes por semana até o vilarejo de Middlemarch. A maior parte dos passageiros faz o trajeto de ida e volta, que até Pukerangi dura no total quatro horas.

Durante a viagem, paisagens cada hora mais bonitas vão surgindo pela janela – convidando os passageiros a encarar o vento frio e as baixas temperaturas que atingem a região na maior parte do ano para ficar do lado de fora, nas interligações entre vagões, onde a experiência fica ainda mais interessante com o vento batendo no rosto e a ausência de interferência dos vidros das janelas.

O passeio feito pelo G1 foi apenas de ida, até Pukerangi. Foram cerca de duas horas, com uma parada e algumas reduções de velocidade para fotos, para completar 58 km.

O trajeto margeia em metade de seu caminho o desfiladeiro Taieri, um cânion forjado pelo rio de mesmo nome. A ação da natureza gerou paisagens encantadoras, ressaltadas pela vegetação avermelhada de outono, o céu azul e o sol da tarde.

O trem avança pelo desfiladeiro de uma maneira que hoje parece fácil, mas que exigiu a construção de dez túneis – o mais longo com 437 metros - e diversas pontes e viadutos. Apesar das mudanças, a ferrovia de alguma maneira se funde com a natureza, em uma simbiose na qual uma parece completar a outra perfeitamente.

Uma das pontes, o chamado de viaduto Wingatui – uma estrutura de ferro de 197 metros de comprimento, localizada a 47 metros de altura – foi construída em 1887 e é considerada por especialistas uma verdadeira obra de arte da engenharia. O viaduto é uma das maiores estruturas de ferro do hemisfério sul.

A viagem é feita para a contemplação – o importante não é o destino em si, mas o caminho por onde se passa, a ação da natureza, e a sensação de se estar em um local único, isolado, no qual é possível voltar no tempo e reduzir a velocidade da vida para prestar atenção no que é único.
Construção há mais de 100 anos

A ferrovia começou a ser construída no fim do século XIX e entrou em operação no início do século XX. Ela funcionou até 1990, quando as linhas de carga foram fechadas. Logo depois, o serviço de trens de turismo começou a operar, chegando à maneira como é oferecido atualmente.

O início da construção da ferrovia coincidiu com o período em que Dunedin era o centro comercial da Nova Zelândia – a cidade foi a primeira a ser construída no país. O novo caminho servia principalmente para o transporte de cargas, como bens de consumo e matéria-prima.

Em 1906 foi inaugurada a estação de trem da cidade, um prédio que já foi eleito pela revista americana especializada em turismo ‘Condé Nast Traveler’ como uma das estações ferroviárias mais bonitas do mundo.

Mais de 100 anos depois, ela conserva sua glória, combinando o estilo arquitetônico flamengo-renascentista com o revestimento externo, que tem pedras brancas calcárias locais claras, chamadas de Oamaru, e rochas negras basálticas. A estação é grandiosa e cheia de detalhes, chamando a atenção no centro de Dunedin, que mesmo com mais de 110 mil habitantes conserva o estilo de pacata cidade do interior.

Dentro o acabamento é luxuoso, do teto aos banheiros. O hall onde são feitas as reservas têm um piso feito em mosaico, com mais de 750 mil pedaços de porcelana. A principal plataforma de embarque, com um quilômetro de extensão, é a maior do país, e vira palco do principal desfile de moda da ilha sul todo mês de outubro.

Trem entre China e Europa irá operar uma vez por semana a partir do próximo ano

12/07 - CRI / Revista Ferroviária


O trem chinês que atravessa os continentes da Ásia e da Europa e que começou a sua operação em maio deste ano, irá realizar o seu percurso uma vez por semana, a partir do próximo ano.

O trem que opera entre a cidade chinesa de Yiwu e Madrid, transporta as mercadorias de Yiwu para os países situados ao longo da linha e, durante o percurso de regresso, transporta para a China os produtos de azeite e vinho da Espanha.

Além de ter acesso às fontes estáveis de mercadorias, a linha ferroviária possui também vantagens na passagem aduaneira, baixo custo de logística, rapidez e segurança.

O trem tem como sua estação de partida a cidade Yiwu, passando pela Região Autônoma da Nacionalidade Uigur de Xinjiang, Cazaquistão, Rússia, Bielorrúsia, Polônia, Alemanha, França até chegar a Madrid, com uma distância total de 13.052 quilômetros e cerca de 20 dias de percurso.

Com cinco novas linhas, turismo ferroviário deve atrair 3 milhões de pessoas em 2015

12/07 - O Globo / Revista Ferroviária


Subir a serra da Mantiqueira sobre trilhos, pela ferrovia The Rio and Minas Railway, inaugurada em 1884, e chegar à estação Coronel Fulgêncio. No meio do caminho, uma parada na estação de Manacá, que serviu como posto das tropas federais durante a Revolução de 1932. Tudo isso em meio a paisagens rurais e a bordo de uma locomotiva de 1925. Não é preciso voltar no tempo para fazer o roteiro. O “Trem da Serra da Mantiqueira”, na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais, é uma das 33 linhas ferroviárias turísticas em operação no país.

Ainda este ano, mais cinco trechos serão inaugurados. O de Guararema, no interior de São Paulo, deve começar a operar até agosto. O trem vai percorrer a antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, através da locomotiva 353, o maior trem a vapor em operação no país. O trajeto de 6,8 quilômetros começa na Estação de Guararema, construída em 1891, e termina na Estação de Luis Carlos, inaugurada em 1914.

Também em São Paulo, o Trem Caipira inicia suas atividades no segundo semestre. Operado por um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o trajeto percorrerá um área de dez quilômetros, saindo do centro de São José do Rio Preto e chegando ao distrito de Engenheiro Schmitt, passando por fábricas de doces caseiros.

No Rio Grande do Sul, dois novos trechos começarão a funcionar em 2015. O Trem do Vale do Taquari e o Trem dos Pampas passarão por cidades no interior do estado. No Paraná, a inauguração do trajeto percorrido pelo Trem União da Vitória, que liga a cidade de mesmo nome a Matos Costa, também está marcada para o segundo semestre.

A procura pelo turismo ferroviário tem crescido, segundo a Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos (ABOTTC). Os últimos dados disponíveis apontam que, em 2010, cerca de 2 milhões de pessoas viajaram sobre os trilhos pelo país. Para 2015, a estimativa é de que o número de turistas chegue a três milhões.

A associação, em parceria com o Sebrae, lançou o projeto “Trem é Turismo”, com o objetivo de aprimorar a linha ferroviária, que, em outros tempos, já foi o principal meio de transporte do Brasil.

— Esperamos crescimento para dez milhões de turistas por ano e um aumento para 60 trens em dez anos — diz Luiz Carlos Barboza, coordenador do projeto.

Serviço:

Trem da Mantiqueira em Passa Quatro, MG. O percurso é de 1h15m e o passeio custa R$ 45. Saídas aos sábados e domingos, às 11h e às 14h30m. abpfsuldeminas.com/trem-da-serra-da-mantqueira

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Passeio de Maria Fumaça entre Tubarão e Laguna/SC


29/05 - Blog Estação Porão

A Sociedade dos Amigos da Locomotiva a Vapor é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1997, cujo desiderato é o resgate e a preservação da história da ferrovia no Sul de Santa Catarina, mediante a construção do MUSEU FERROVIÁRIO DE TUBARÃO e a operação do TREM DA HISTÓRIA e ainda a dotação, e conservação de monumentos à memória ferroviária existentes na região.

Hoje, ajudamos a recontar a história proporcionando uma verdadeira viagem ao tempo. Quem deseja reviver o passado ou curtir a emoção de um passeio de uma Maria Fumaça não pode deixar de vir a Tubarão. Viagens de trem são realizadas periodicamente, possibilitando aos turistas conhecer as belezas de diversos municípios da região em um percurso que ao sul pode ir até Urussanga e, ao norte, até Laguna.

A equipe do Blog Estação Porão fez esse passeio no dia 23 de maio de 2015.

O passeio é maravilhoso!!!

Agradecimento especial ao Dr. José Warmuth Teixeira e toda sua equipe.

Acompanhe nossos vídeos em: estacaoporao.blogspot.com

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Manobra da Maria Fumaça em Rio Natal/SC


Essa locomotiva faz um passeio mensal entre as cidades de Rio Negrinho e Rio Natal/SC.

O tempo de passeio é de aproximadamente 3 horas.

entre Rio Negrinho e Rio Natal, tem um trecho ferroviário belíssimo, construído entre 1910 e 1913, com quatro túneis, pontes em grande altura e fantásticos cortes na rocha. Esta linha ferroviária exigiu perspicácia e audácia por parte dos engenheiros e construtores e que precisa ser do conhecimento da comunidade brasileira, conhecimentos estes facilitados através das composições da A.B.P.F.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Marceneiros restauram vagões de trem centenários

19/05 - Globo / Revista Ferroviária


Em Pindamonhangaba, no estado de São Paulo, o Jornal Nacional visitou a oficina do Seu Vavá.

O ano de 1912 é o de fabricação. Mas, pelo estado, dá para jurar que é a última data em que fizeram uma manutenção no carro de passageiros inglês.

“É uma tristeza porque ele é uma testemunha do abandono das ferrovias no Brasil. Então, é realmente muito triste ver”, afirma Ayrton Camargo e Silva, presidente da Estrada de Ferro Campos do Jordão.

As ripas do teto e as placas do piso estão beirando o apodrecimento e os passageiros hoje são outros. A missão de trazer as pessoas de volta é do seu Vavá. Que responsa!

“Quarenta anos de praça. Cerrando, martelando, tirando medida, fazendo projeto, detalhes de peças. E meus netos vão ver isso”, diz o marceneiro Osvaldo Luiz Manckel, o Seu Vavá.

Se vão! Porque para um vagão de madeira centenário, o salvador só podia ser um marceneiro gente boa e bem das antigas.

Quem é capaz de dizer que pelas experientes mãos do seu Vavá e do time dele, um vagão quase perdido pode ganhar uma vida toda nova? Voltar a ter um verniz brilhante, bancos de madeira maciça e piso que dá até gosto de ver? Quem diria que esse vagão já foi como aquele e voltou para os trilhos.

Não mais para ficar em uma garagem até apodrecer, mas voltar a transportar passageiros exatamente com o mesmo charme de um século atrás. Dos seis tipos de madeira da fabricação, eles tiveram que substituir dois, porque estão em extinção. Todas as pecinhas de bronze são originais, ao contrário dos dez mil alinhadíssimos novos parafusos que ajudaram a deixar esse tataravô parecendo um neném. Um trabalho mega artesanal que exige gente de confiança. E onde mais a gente encontra isso, senão na nossa própria família?

“Ele marca em cima, mas chato ele não é não. Ele tem um coração muito grande, um coração bom”, diz o marceneiro Douglas Fabiano Manckel, filho do Seu Vavá. “Não pode chamar de papai, não. É senhor Osvaldo”, conta Seu Vavá.

E falta bem pouco para o senhor Osvaldo e companhia terminar o trabalho. E olha que esse nem é o primeiro que eles restauram. Pelas mãos dessa família, outras já tão sendo transportadas nos velhos novos vagões.

Júlio César Marins Ferraz, diretor de operações: Cada carro você leva em torno de um ano para fazer um restauro. Então você realmente conta aí com aproximadamente cinco anos para ter toda a frota

Jornal Nacional: Quantos carros?

Júlio César Marins Ferraz: Cinco.

Bens ferroviários cedidos pelo DNIT viabilizam projetos turísticos

19/05 - PortoGente / Revista Ferroviária


Com a cessão de bens ferroviários pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), avançam as obras de revitalização da ferrovia no município de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro, para a implantação de um trem turístico. A cessão é uma das destinações dos bens da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) realizadas pelo órgão, órgão responsável pelos bens que não foram arrendados às concessionárias que exploram economicamente as ferrovias.

A outra forma é a realização de leilões de materiais considerados como sucata. Até dezembro de 2014, foram recebidos 6.658 bens móveis não-operacionais da Inventariança da RFFSA e foram identificados 462 bens imóveis não-operacionais, cuja propriedade passou a ser do departamento.
A Autarquia vem trabalhando no sentido de prover a melhor destinação dos bens não-operacionais em prol da finalidade pública. Para tanto, bens desafetados de sua finalidade ferroviária, como carros de passageiros, vagões e estações ferroviárias têm sido cedidos e doados pelo Dnit à prefeituras, Associações e OSCIPs para implantação de projetos socioculturais, como ocorre em Miguel Pereira.

Em 2014 foram pactuados 116 Termos de Compromisso visando a guarda e conservação de 404 bens sob risco de degradação. Em 2015 esse patrimônio será cedido ou doado aos responsáveis. As estações ferroviárias destinadas foram limpas e protegidas pelos responsáveis. Já o material rodante cedido está sendo usado em projetos de trens turísticos.

Atualmente, estão em andamento, no Dnit, 55 Termos de Cessão de bens não operacionais, a exemplo de antigas estações e trechos ferroviários que pertenciam à RFFSA, extinta em 2007. A RFFSA chegou a operar uma malha que compreendia cerca de 22 mil quilômetros de linhas férreas. Os bens arrendados são chamados bens operacionais e os que não foram arrendados, bens não-operacionais.

Coube ao departamento receber os bens móveis e imóveis operacionais; os bens móveis não-operacionais utilizados pela Administração Geral e Escritórios Regionais da extinta RFFSA; os demais bens móveis não-operacionais, incluindo trilhos, material rodante, peças, partes e componentes, almoxarifados e sucatas, que não tenham sido destinados a outros fins; os bens imóveis não operacionais, com finalidade de constituir reserva técnica. Os bens imóveis não-operacionais que não constituem reserva técnica foram transferidos à SPU e os bens com valor histórico e cultural foram transferidos ao Iphan.

Além disso, as modificações sofridas nos bens arrendados às concessionárias também são operadas e controladas pelo Dnit, visando a confiabilidade e segurança do controle patrimonial operacional.

As solicitações de bens ferroviários podem ser realizadas por prefeituras, governos estaduais e órgãos e entidades do governo federal, bem como entidades sem fins lucrativos e OSCIPs.

terça-feira, 12 de maio de 2015

A Preservação Ferroviária no Sul de Santa Catarina

12/05 - Estação Porão / Museu Ferroviário de Tubarão



A Sociedade dos Amigos da Locomotiva a Vapor é uma entidades sem fins lucrativos, fundada em 1997, cujo desiderato é o resgate e a preservação da história da ferrovia no Sul de Santa Catarina, mediante a construção do MUSEU FERROVIÁRIO DE TUBARÃO e a operação do TREM DA HISTÓRIA e ainda a  dotação, e conservação de monumentos à memória ferroviária existentes na região.

Graças a este trabalho, que se desenvolve com grande intensidade, na atualidade, o material ferroviário existente está sendo restaurado e preservado,  mercê da labuta de voluntários da entidade que não competem entre si e sim trabalham em estrita cooperação, do que resulta a racionalização das ações visando atingemento das metas já descritas. 

Assim é que os voluntários pretendem a conclusão do MUSEU FERRO-VIÁRIO DE TUBARÃO para o quarto trimestre do corrente ano, dependendo apenas da obtenção dos recursos para algumas obras de pequena monta a serem feitas no citado espaço cultura, listadas e orçadas em anexo.

Entre as locomotivas, três operam na tração do TREM DA HISTÓRIA que tem periodicidade mensal ou  dependente de demanda, trem este que conserva as características de um comboio do inicio do século XX, ou seja: locomotivas a vapor e diesel na tração de vagões em madeira. Estas locomotivas e os carros de passageiro estão perfeitamente conservados e pintados com primor. No momento, recupera-se mais uma locomotiva modelo PACIFIC, americana.

O  trem, que tem capacidade para duzentos e cinqüenta passageiros, transporta turistas da região e forasteiros de outras regiões do estado e de outros países. Anualmente, um trem é fretado por estrangeiros provenientes dos cinco continentes, inclusive da Oceania.  O eventual lucro obtido com a venda de passagens é revertido para a manutenção do próprio trem e as sobras são aplicadas na construção  do MUSEU. O acervo do MUSEU é riquíssimo,  incluído 15 (quinze ) locomotivas a vapor em modelos de procedência diferentes, a mais antiga construída em 1900, além disto, estarão expostos objetos que compõem a historia da ferrovia e outros como mobiliário, mil e quinhentas fotografias, trezentos documentos tais como relatórios, correspondência, plantas e projetos de locomotivas e vagões,  filmes, vídeos, livros sobre a historia da ferrovia.

O display do acervo leva em conta a preocupação em ser o MUSEU uma entidade com utilidade pedagógica.  Por  isso,  pretende-se preparar uma locomotiva a vapor, suspensa dos trilhos, com cortes para mostrar o funcionamento de caldeira, pistões, braçagens, apito e sino.

Pela sua localização, ao longo de uma das linhas, o Museu será do tipo iterativo ou dinâmico ou seja: os forasteiros que iniciam sua viagem no Trem da História, poderão visitar o acervo, operar máquinas e equipamentos, assistir audiovisuais e depois embarcar no trem. Um item importante no complexo do  MUSEU é a Estação do século XIX, que foi totalmente construída, onde está mantida, com fidelidade, a arquitetura da época. Mobiliário e equipamentos são todos dos primórdios da ferrovia, que foi construída em 1884 e operada por ingleses até 1902. Como se vê, o material histórico ferroviário existente na região, está sendo devidamente preservado. Justiça se faça, teríamos sido impotentes para alcançar as metas já atingidas, não fosse a  irrestrita e interessada colaboração que encontramos por parte da FTC – Ferrovia Tereza Cristina, de que jamais recebemos uma negativa para as nossas necessidades tanto no aspecto MUSEU como no do TREM DA HISTÓRIA. A mentalidade aberta, progressista, altruísta e cooperativa que encontramos, por parte da Direção da Arrendatária, tem sido fundamental para a consecução dos nossos objetivos.

Entre muitos outros benefícios, destacamos:  

1 -  Franquia  total  de suas linhas pra o nosso TREM DA HISTÓRIA, sem  restrições de dias e de horários.
2 – Franquia de suas oficinas  e instalações para  a  reconstrução  e  recuperação de materiais ferroviários.
3 – Franquia dos gastos com energia elétrica,  água  e luz, oxigênio e solda, jateamento e até de alguns insumos tais como óleos e graxas.
4 – Autorização para a construção,  em  anexo  a sua oficina, de um abrigo de 150m para o trem de turismo.
5 – Construção da linha férrea necessária ao abrigo.
6 – Cursos de reciclagem para maquinistas e pessoal de bordo.
7 – Material para a construção de uma linha de acesso ao Museu.
8 – Remodelação da linha que percorre a Estação de Tubarão.
9 – Patrocínio  da  edição  de  um  livro sobre a Historia da Ferrovia Tereza Cristina, ora no prelo.

A conservação de material ferroviário não pressupõe apenas a recuperação e manutenção de equipamentos que já passaram à história, mas sim uma precocidade nas ações que visam preservar  os equipamentos em uso nas ferrovias, na atualidade.